Trilha 1: Liderança

O trabalho do(a) parlamentar não é feito isoladamente: existe toda uma equipe que desempenha diversas funções dentro de um gabinete. No entanto, é fundamental que o(a) parlamentar saiba exercer a liderança junto à sua equipe. Sabe como? A gente te conta!
1.1 Qualidades e habilidades de um bom líder
1.2 Definindo onde você quer chegar
1.3 Entendendo seu estilo de liderança
1.4 Papel da liderança na cultura organizacional do gabinete
1.5 Papel da liderança em direcionar a equipe para resultados e impacto
1.1

Qualidades e habilidades de um bom líder

Em qualquer ambiente de trabalho é importante ter pessoas que exerçam uma boa liderança e, na política, não é diferente! Quando um(a) parlamentar é eleito(a), recebe diversas funções para exercer, como por exemplo, fazer a articulação e negociação com outros membros do órgão parlamentar, discursar em plenária, propor e discutir projetos de leis, entre outras tantas atividades. Todas essas funções são apoiadas por sua equipe de gabinete, por isso, é importante ele(a) também desenvolva um papel de liderança para conduzir os esforços da equipe. 

Uma peça importante que auxilia o(a) parlamentar na gestão da equipe é o(a) chefe de gabinete. Um gabinete exemplar em cultura organizacional tem um(a) parlamentar que faz a gestão do(a) chefe de gabinete, e esta pessoa faz a gestão dos demais membros da equipe.

Cada um deles deve desenvolver habilidades e qualidades diferentes para exercer seu papel de liderança no gabinete. Veja a seguir:

Um(a) parlamentar que é bom líder tem habilidade de:
Saber onde quer chegar e o legado que quer deixar com seu mandato
Entender quais são seus valores e compõe sua equipe com profissionais alinhados a eles
Contagiar sua equipe com sua história de vida e objetivos, empoderando-a para que executem suas atividades com autoridade, responsabilidade e confiança
Conhecer seus pontos fortes e compõe sua equipe com profissionais que completam seu perfil e pontos fracos
Participar da elaboração da estratégia anual do mandato, assim como o acompanhamento de resultados
Já um(a) chefe de gabinete que é bom líder tem habilidade de:
Criar uma cultura organizacional produtiva e sensível às diferentes necessidades da equipe
Implementar e acompanhar as atividades para que os objetivos definidos pelo(a) parlamentar sejam alcançados
Decidir sobre prioridades estratégicas do gabinete e garante que toda a equipe está caminhando no mesmo sentido
Realizar rotinas de feedback e adotar estratégias para os pontos a serem desenvolvidos
Preocupar-se com o desenvolvimento pessoal e profissional da equipe do gabinete
Benefícios de desenvolver lideranças no seu gabinete

Clareza sobre legado e objetivos do mandato​

Transparência de ações e colaboração da equipe​
Alinhamento entre atitudes e valores​
Cultura de gestão fortalecida​
Passo 2

Defina as pautas prioritárias que o mandato irá defender

1.2

Definindo onde você quer chegar

Da mesma maneira que, durante a campanha, foi necessário definir uma narrativa e determinadas pautas para a pessoa candidata, uma vez eleita é também necessário definir onde se quer chegar -, e isso passa por aspectos pessoais de desenvolvimento e por aspectos coletivos do mandato. O sucesso do mandato será comprometido se não houver uma bússola, um direcionamento, assim como qualquer projeto. 

Ter clareza sobre o legado que o mandato quer deixar na política e qual papel o(a) parlamentar deseja desempenhar no órgão legislativo, contribui para fazer escolhas importantes de atuação para a equipe do gabinete. Nessa seção, vamos te ajudar a descobrir onde você quer chegar!

Da mesma maneira que, durante a campanha, foi necessário definir uma narrativa e determinadas pautas para a pessoa candidata, uma vez eleita é também necessário definir onde se quer chegar -, e isso passa por aspectos pessoais de desenvolvimento e por aspectos coletivos do mandato. O sucesso do mandato será comprometido se não houver uma bússola, um direcionamento, assim como qualquer projeto. 

Ter clareza sobre o legado que o mandato quer deixar na política e qual papel o(a) parlamentar deseja desempenhar no órgão legislativo, contribui para fazer escolhas importantes de atuação para a equipe do gabinete. Nessa seção, vamos te ajudar a descobrir onde você quer chegar!

Navegue pelo ÍNDICE:
1.1 Qualidades e habilidades de um bom líder
1.3 Entendendo seu estilo de liderança
1.4 Papel da liderança na cultura organizacional do gabinete
1.5 Papel da liderança em direcionar a equipe para resultados e impacto
Passo 1

Descubra qual tipo de mandato o(a) parlamentar pode ter como base em seu perfil

Encontrar papéis em que se possa valer das forças da pessoa eleita, e que estejam alinhados com as necessidades dos representados, indicam excelentes caminhos a se seguir. E vale ressaltar que sempre há a possibilidade de mudar de papel, quando se percebe que há uma maior conexão com alguma outra função. No entanto, há um custo político em fazer essas mudanças, e elas precisam ser bem ensaiadas e comunicadas para os cidadãos.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), publica anualmente ‘Os Cabeças do Congresso Nacional‘ onde divide em 5 categorias os parlamentares do Congresso. Veja a seguir.

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Perfil Debatedor

São parlamentares ativos, atentos aos acontecimentos e principalmente com grande senso de oportunidade e capacidade de repercutir, seja no plenário, na imprensa ou nas redes sociais, os fatos políticos gerados dentro ou fora do Congresso Nacional. São, por essência, parlamentares extrovertidos, que procuram ocupar espaços e explorar os assuntos que possam ser notícia. 

Conhecedores das regras regimentais que regem as sessões e o funcionamento das Casas do Congresso Nacional, exercem real influência nos debates e na definição da agenda prioritária. Com suas questões de ordem, de encaminhamento, discussão de matérias em votação e obstrução do processo deliberativo dominam a cena e contribuem decisivamente na dinâmica do Congresso. Esse perfil é o mais procurado pela imprensa.

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Perfil Articulador

São parlamentares com excelente trânsito nas diversas correntes políticas, cuja facilidade de interpretar o pensamento da maioria o credencia a ordenar e criar as condições para o consenso. Muitos deles exercem um poder invisível entre seus colegas de bancada, sem aparecer na imprensa ou nos debates de plenários e comissões. 

Como interlocutores dos líderes de opinião, encarregam-se de difundir e sustentar as  decisões ou intenções dos formadores de opinião, formando uma massa de apoio à iniciativa dos dirigentes dos grupos políticos a que pertencem. Normalmente, têm livre acesso aos bastidores, ao poder institucional e alto grau de fidelidade às diretrizes partidárias ou ideológicas do grupo político que integram. Não são necessariamente eruditos, intelectuais, mas possuem instinto político e o dom da síntese.

Conhecedores das regras regimentais que regem as sessões e o funcionamento das Casas do Congresso Nacional, exercem real influência nos debates e na definição da agenda prioritária. Com suas questões de ordem, de encaminhamento, discussão de matérias em votação e obstrução do processo deliberativo dominam a cena e contribuem decisivamente na dinâmica do Congresso. Esse perfil é o mais procurado pela imprensa.

Perfil Formulador

São os parlamentares que se dedicam à elaboração de textos com propostas para deliberação. Normalmente são juristas, economistas ou pessoas que se especializaram em determinada área, a ponto de formular sobre os temas que dominam. São, certamente, os parlamentares mais produtivos, embora tenham menos visibilidade que os debatedores. 

O saber, a qualidade intelectual e a especialização, embora não sejam exclusivos, são atributos indispensáveis aos formuladores. 

O debate, a dinâmica e a agenda do Congresso são fornecidos basicamente pelos formuladores, que dão forma às ideias e interesses que circulam no Congresso Nacional. A produção legislativa, com raras exceções, é fruto do trabalho desses parlamentares. Enfim, são eles que concebem e escrevem o que o Poder Legislativo debate e delibera. Não ocupam, necessariamente, posto de líder político ou partidário.

Perfil Negociador

Em geral, líderes ou vice-líderes partidários, os negociadores são aqueles parlamentares que, investidos de autoridade para firmar e honrar compromissos, sentam-se à mesa de negociação respaldados para tomar decisões. Os negociadores, normalmente parlamentares experientes e respeitados por seus pares, sabedores de seus limites de concessões, procuram previamente conhecer as aspirações e bases de barganha dos interlocutores para estabelecer sua tática de convencimento. 

São atributos indispensáveis ao bom negociador, além da credibilidade, urbanidade no trato, o controle e o equilíbrio emocional, a calibragem nos conteúdos, a habilidade no uso das palavras, a discrição e, sobretudo, a capacidade de transigir. É bom negociador aquele parlamentar que, sem abrir mão de suas convicções políticas, respeita a vontade da maioria mantendo coeso seu grupo político.

Perfil Formador de opinião

São parlamentares que, por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, são chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância. Normalmente, são deputados ou senadores experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso Nacional e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares. 

Discretos na forma de agir, evitando se expor em questões menores do dia-a-dia do Legislativo, preferem as decisões de bastidores, onde exercem real poder. Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso. São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram.

Pense sobre as necessidades de seu estado ou de grupos ao qual representa. Veja as perguntas chaves que podem ajudar nesse processo. 

Passo 3

Tenha clareza sobre do termômetro político do contexto que o mandato está inserido

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Por mais competente e qualificada seja a equipe e seu parlamentar, há circunstâncias políticas que podem influenciar fortemente de maneira positiva e negativa o desempenho do mandato, como por exemplo, aprovação de propostas de leis. Veja como definir qual é o termômetro político que vocês podem ser inseridos. 

Quais assuntos estão quentes no momento na sua Casa Legislativa?
Qual é a relação do(a) parlamentar com os demais parlamentares?
O mandato é de oposição ou situação?
1.3

Entendendo seu estilo de liderança

E qual é o estilo de liderança que permitirá que a(o) parlamentar e a(o) chefe de gabinete cheguem aonde pretendem chegar? Dividimos essa seção em três partes. A primeira é voltada para a compreensão de qual o estilo de liderança que você já exerce. A segunda, é mais inspiracional, sobre o estilo de liderança que você gostaria de exercer – mas pensando em um universo alcançável, dentro das suas possibilidades. Por fim, a terceira parte visa conectar este estilo de liderança com os seus objetivos.

E qual é o estilo de liderança que permitirá que a(o) parlamentar e a(o) chefe de gabinete cheguem aonde pretendem chegar? Dividimos essa seção em três partes. A primeira é voltada para a compreensão de qual o estilo de liderança que você já exerce. A segunda, é mais inspiracional, sobre o estilo de liderança que você gostaria de exercer – mas pensando em um universo alcançável, dentro das suas possibilidades. Por fim, a terceira parte visa conectar este estilo de liderança com os seus objetivos.

Navegue pelo ÍNDICE:
1.1 Qualidades e habilidades de um bom líder
1.2 Definindo onde você quer chegar
1.4 Papel da liderança na cultura organizacional do gabinete
1.5 Papel da liderança em direcionar a equipe para resultados e impacto

Entendendo qual estilo de liderança você já exerce

Entender seu estilo de liderança pode ser desafiador – sobretudo por ser a primeira vez que está exercendo este papel. Comentários e feedbacks de colegas de trabalho de experiências anteriores à atividade parlamentar podem auxiliar na identificação do estilo de liderança, fraquezas e qualidades do(a) líder. E que tal reunir a equipe da campanha para auxiliar nessa identificação? Claro que as atividades e a cultura organizacional de uma campanha são diferentes das de um mandato, mas uma das principais peças é comum aos dois espaços: você, a liderança.

Para chefes de gabinete, as atividades acima citadas também se aplicam, com o acréscimo que, caso a pessoa já tenha desempenhado a função de chefia de gabinete anteriormente, pode coletar feedbacks de sua antiga equipe para compreender seu estilo de liderança. Estes feedbacks podem ser tanto por conversas individuais como também por surveys anônimos com alguns funcionários, assim é possível coletar algumas percepções que talvez não seriam verbalizadas em uma conversa pessoal.

Além disso, é altamente recomendável que, sobretudo durante os primeiros meses do mandato, o(a) parlamentar e o(a) chefe de gabinete mantenham rituais frequentes de feedback sobre seus estilos de liderança. Após os primeiros meses do mandato, estas técnicas de feedback com a equipe podem ser aplicadas em todo o gabinete. Os feedbacks servem como um guia daquilo que está funcionando e daquilo que deve ser revisado e aperfeiçoado. Uma boa técnica é valer-se destes retornos para refazer as metas pessoais e gerais da organização.

Entendendo qual estilo de liderança você quer exercer

Após ter um maior entendimento sobre qual o papel de liderança você costuma exercer, suas fraquezas e suas qualidades, você pode também pensar em um estilo de liderança que você admire, destrinchá-lo em aspectos alcançáveis e elencá-los como seus objetivos de desenvolvimento pessoal e profissional.

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Responda às seguintes perguntas para refletir sobre o tipo de líder você é ou quer se tornar. 

Que lideranças eu admiro? (Antigos chefes, parlamentares que acompanhei a carreira, lideranças em outros ramos, professoras(es), técnicas(os) de algum esporte, vale qualquer forma de liderança que você pensar).
O que eu admiro dessas pessoas?
O que vejo em comum entre nossos estilos de liderança?
Que aspectos eu poderia aperfeiçoar na minha atividade enquanto líder?

Conectando o estilo de liderança aos seus objetivos

Na seção anterior, você definiu onde você quer chegar. Além das atividades necessárias para construir este caminho, você pode definir qual é o estilo de liderança que irá te permitir chegar lá.

A partir das reflexões sobre seu estilo de liderança atual, e o que você gostaria de aperfeiçoar/alcançar, é hora de refletir se estes te aproximam ou te afastam de onde você quer chegar. Aqui, é importante reconhecer-se tanto enquanto uma liderança dentro do seu gabinete, mas também em proporção a esfera que você atua ou grupos que representa: uma liderança nacional, uma liderança feminina estadual, uma liderança na causa ambiental, etc.

1.4

Papel da liderança na cultura organizacional do gabinete

A cultura organizacional tem impacto na qualidade das atividades entregues, na satisfação e rotatividade da equipe. Toda organização tem uma cultura organizacional – e se essa não for uma escolha consciente, pode ser uma cultura ruim de se trabalhar, pautada por características que fazem os membros da equipe não se sentirem motivados em continuar exercendo suas atividades. Portanto, é crucial cuidar da cultura organizacional, o que passa pelo papel da liderança e também pela gestão dos times.

A cultura organizacional é composta por um conjunto de regras (formais e informais), valores (positivos e negativos) e práticas e normas (explícitas e implícitas). É papel da liderança definir as regras formais – mas isso também pode ser feito de maneira colaborativa entre as pessoas da equipe.

Uma metodologia interessante é envolver toda a equipe em uma construção coletiva da cultura organizacional, em que serão debatidas as regras, valores, práticas e normas da organização, tendo como guia os objetivos do gabinete e também a construção de um ambiente saudável de trabalho para todos os integrantes. Quando essa construção é colaborativa, é maior a tendência de adesão por parte dos membros.

A cultura organizacional tem impacto na qualidade das atividades entregues, na satisfação e rotatividade da equipe. Toda organização tem uma cultura organizacional – e se essa não for uma escolha consciente, pode ser uma cultura ruim de se trabalhar, pautada por características que fazem os membros da equipe não se sentirem motivados em continuar exercendo suas atividades. Portanto, é crucial cuidar da cultura organizacional, o que passa pelo papel da liderança e também pela gestão dos times.

A cultura organizacional é composta por um conjunto de regras (formais e informais), valores (positivos e negativos) e práticas e normas (explícitas e implícitas). É papel da liderança definir as regras formais – mas isso também pode ser feito de maneira colaborativa entre as pessoas da equipe.

Uma metodologia interessante é envolver toda a equipe em uma construção coletiva da cultura organizacional, em que serão debatidas as regras, valores, práticas e normas da organização, tendo como guia os objetivos do gabinete e também a construção de um ambiente saudável de trabalho para todos os integrantes. Quando essa construção é colaborativa, é maior a tendência de adesão por parte dos membros.

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1.2 Definindo onde você quer chegar
1.3 Entendendo seu estilo de liderança
1.5 Papel da liderança em direcionar a equipe para resultados e impacto

05 passos para estabelecer combinados com sua equipe

Reúna toda a equipe do gabinete.

Pode ser no mesmo momento em que forem fazer o planejamento estratégico. A ideia é que os combinados sejam a primeira atividade de planejamento a ser realizada – mas caso haja atividades de integração da equipe ou de “quebra-gelo”, essas podem ser feitas antes dos combinados.

Explique o que são os combinados.

Trata-se de um “contrato coletivo” das boas práticas, cultura organizacional e formas de relacionamento da equipe. A ideia é que só entrem nos combinados ações que todos os membros julguem como necessárias, e que todos levem este combinado em consideração em suas atividades profissionais no gabinete. Vale deixar claro também que este contrato não é para sempre – ele pode ser revisto periodicamente, conforme o grupo achar melhor.

Inicie a construção colaborativa dos combinados.

Faça uma fala inspiradora sobre o porquê destes combinados serem colaborativos. Aqui podem entrar os objetivos do gabinete, os valores do(a) parlamentar, etc. Todos os membros do gabinete podem fazer sugestões, e a cada sugestão é deixado um espaço para os outros manifestarem se concordam ou se gostariam de repensar aquele combinado. Aqueles que forem consenso para a equipe, entram na lista. Uma sugestão interessante é ir escrevendo em uma cartolina grande, para que todos tenham a imagem visual da construção coletiva.

Pactue os acordos.

O término da atividade é quando não há mais sugestões – ou quando já estão com muitos combinados, aí é importante propor uma reflexão se não há como condensar alguns e manter apenas os prioritários, para que sejam de fato alcançáveis. Reler conjuntamente todos os combinados e perguntar se a equipe está satisfeita. Este é o momento para que todos contemplem o que produziram conjuntamente e avaliam se gostariam de fazer alguma alteração, ou se podem “pactuar” com o contrato.

Deixe os combinados visíveis.

Contrato selado, é hora de implementá-lo! Deixe a cartolina em um lugar visível para todos, e registre os combinados também em algum local de fácil acesso para toda a equipe: em um e-mail, em um manual interno do gabinete, em uma pasta compartilhada entre todos. A ideia é que os combinados sejam facilmente acessados por todos os membros da equipe, e que sejam sempre revisitados para que a cultura organizacional seja um reflexo do que os membros da equipe acreditam e cultivam.

Para além da definição dos aspectos acima mencionados, a cultura organizacional é também formada por atitudes espontâneas e cotidianas dos membros da equipe – sobretudo das lideranças. Membros da equipe costumam estar muito atentos às ações de seus chefes, e consideram que ações têm peso até maior do que palavras. Portanto, é crucial desenvolver habilidades comunicativas e interpessoais dentro do gabinete – e cuidar para que ruídos sejam minimizados e solucionados. Um bom relacionamento de transparência e confiança entre os membros e uma periodicidade adequada de reuniões de feedback podem contribuir para essa relação.

1.5

Papel da liderança em direcionar a equipe para resultados e impacto

É interessante reconhecer que pessoas que trabalham em gabinetes parlamentares, sobretudo de primeiro mandato, são pessoas movidas principalmente pelos propósitos e por valores que admiram no ou na parlamentar. Não são funcionários do órgão parlamentar, mas daquele projeto que lhes foi apresentado durante a campanha ou durante os primeiros anos de mandato. Portanto, a liderança tem papel crucial em manter essa pessoa engajada em suas atividades, apresentando coerência em seus valores.

Essa equipe quer mais do que satisfação pessoal e financeira em suas atividades – querem sentir que fazem parte de um projeto maior. Para isso, a primeira ação crucial é a integração e transparência de todas as atividades da equipe – tanto em termos de prestação de contas, mas também para que a pessoa que desempenha uma função administrativa específica tenha noção de como está impactando as demais ações da equipe. 

Esta sensação de impacto pessoal é fundamental para que os funcionários da equipe estejam conectados com os resultados e impactos a serem atingidos pelo mandato. A valorização da equipe também é um aspecto crucial para mantê-la engajada.

É interessante reconhecer que pessoas que trabalham em gabinetes parlamentares, sobretudo de primeiro mandato, são pessoas movidas principalmente pelos propósitos e por valores que admiram no ou na parlamentar. Não são funcionários do órgão parlamentar, mas daquele projeto que lhes foi apresentado durante a campanha ou durante os primeiros anos de mandato. Portanto, a liderança tem papel crucial em manter essa pessoa engajada em suas atividades, apresentando coerência em seus valores.

Essa equipe quer mais do que satisfação pessoal e financeira em suas atividades – querem sentir que fazem parte de um projeto maior. Para isso, a primeira ação crucial é a integração e transparência de todas as atividades da equipe – tanto em termos de prestação de contas, mas também para que a pessoa que desempenha uma função administrativa específica tenha noção de como está impactando as demais ações da equipe. 

Esta sensação de impacto pessoal é fundamental para que os funcionários da equipe estejam conectados com os resultados e impactos a serem atingidos pelo mandato. A valorização da equipe também é um aspecto crucial para mantê-la engajada.

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1.1 Qualidades e habilidades de um bom líder
1.2 Definindo onde você quer chegar
1.3 Entendendo seu estilo de liderança
1.4 Papel da liderança na cultura organizacional do gabinete

Atividades importantes para um gabinete que valoriza sua equipe

Esta sensação de impacto pessoal é fundamental para que os funcionários da equipe estejam conectados com os resultados e impactos a serem atingidos pelo mandato. A valorização da equipe também é um aspecto crucial para mantê-la engajada. 

Integração e transparência

Já abordamos a importância disso, e maneiras de garantir estas ações são envolver a equipe em discussões sobre decisões desafiadoras do gabinete e da atividade parlamentar, ouvir suas opiniões e demonstrar confiança.

Escutar a opinião da equipe sempre que possível

Isso demonstra que suas opiniões são valorizadas, e também os conecta diretamente com os processos de decisão e com as atividades a serem desempenhadas.

Feedbacks constantes

Grandes organizações privadas costumam ter uma cultura de feedback bem estabelecida, tanto para melhorar as atividades de seus funcionários quanto para auxiliar em processos de promoção e desenvolvimento de carreira. Já em equipes parlamentares, estas atividades são menos frequentes e pouco priorizadas. No entanto, os feedbacks trazem também a sensação de valorização dos funcionários, o que leva a um aumento de efetividade das atividades parlamentares. Por fim, cabe destacar que uma boa rotina de feedback inclui também os comentários sobre a atuação do(a) próprio(a) parlamentar e de chefes de gabinete, para que a liderança também esteja adequada aos valores apontados pela equipe.

Desenvolvimento dos profissionais

Apesar do propósito e dos valores, a atividade parlamentar costuma ser desafiadora para as equipes – carga de trabalho intensa, grandes responsabilidades, desafios políticos, etc. No entanto, pessoas que buscam trabalhar neste setor provavelmente têm objetivos de carreira atrelados a estas atividades – e, enquanto bons líderes, parlamentares e chefes de gabinete podem auxiliar estes funcionários em seu desenvolvimento pessoal e profissional. Veja estes exercícios de reflexão propostos pela Legisla Brasil para quem trabalha na política.

Empoderar a equipe

Dar autoridade para resolver problemas e tomar decisões, assim eles são desafiados a crescerem profissionalmente, além de novamente se sentirem valorizados.

Celebrar e reconhecer conquistas

É importante incluir rituais de celebração e reconhecimento nas atividades parlamentares, para que a equipe se mantenha engajada, sobretudo ao considerar o desgaste que a atividade parlamentar pode oferecer.

A importância da equipe estar acima do líder

A liderança é crucial para o sucesso e implementação da atividade parlamentar, tanto pelo próprio desenho dos órgãos parlamentares como pelo funcionamento que os gabinetes costumam ter. Mas reservamos o fim deste capítulo para propor uma reflexão a partir da reversão dos papéis dentro da estrutura do gabinete. 

Conforme mencionamos, pessoas que desejam trabalhar em um gabinete são frequentemente movidas pelos propósitos e valores comuns que identificaram entre elas e o(a) parlamentar. Sendo assim, admiram características semelhantes àquelas valorizadas pela população que elegeu o representante. Estamos falando, então, que seriam um excelente termômetro eleitoral e de popularidade para as atividades parlamentares.

Neste vídeo, Derek Sivers apresenta como um movimento começa em apenas três minutos – e a partir de uma atividade espontânea. Um homem começa a dançar sozinho em um gramado, em que as demais pessoas estão sentadas. Por algum tempo, é só ele que está dançando – e ele seria o líder. No entanto, o papel apresentado como mais crucial no movimento é o “primeiro seguidor” – a primeira pessoa que se junta a este líder, que não considera ele um louco, mas que se posiciona publicamente para apoiar os movimentos criados por esta pessoa. Este seguidor mostra aos demais como fazer para se somar ao movimento. Tão crucial quanto este movimento é a maneira como o seguidor é recebido pelo líder – tratando-o como igual e o encorajando a também guiar a dança.

Podemos pensar os funcionários do gabinete como o conjunto de primeiros seguidores. Se estes estiverem convencidos a fazer parte da dança, e forem acolhidos pelo(a) parlamentar para também adicionar os seus movimentos, a tendência é que voluntários, apoiadores e cidadãos tenham maior adesão aos projetos propostos pelo(a) parlamentar.

 

O Regimento Externo é financiado pela Fundação Konrad Adenauer (KAS), uma fundação política alemã, independente e sem fins lucrativos, que promove a Democracia, o Estado de Direito, os Direitos Humanos e a Educação Política, bem como a Economia Social de Mercado e o desenvolvimento descentralizado e sustentável. Conheça a KAS clicando aqui.

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